Mediação e Pandemia

A humanidade passa por uma situação ímpar: privação, isolamento e ameaças nunca vividos na história. Sem precedentes e com uma dimensão de guerra, a guerra contra um vírus, o problema gerado e o não saber o que fazer, uma insegurança quanto a doença e a cura. As soluções estão sendo construídas ao longo de um caminho complexo e dolorido, impactando diretamente nas relações de família, de consumo, condominiais e tantas outras gerando perdas matérias e financeiras. A situação de reclusão vai aumentando progressivamente o medo vivenciado de forma subjetiva, gerando um desequilíbrio emocional que pode ser direcionado para vários âmbitos como as patologias e os conflitos relacionais. Como somos seres essencialmente sociais, aparece nesse contexto o sentimento de coletividade, de cuidado social e de auto cuidado, ressignificando o individual ao coletivo. Olhar para o coletivo demanda condutas menos subjetivas e mais sociais, o que afeta o emocional. Faz-se necessário reorganizar a vida, nova agenda, nova rotina, promover mudanças.Frente às mudanças é comum surgirem os conflitos. Neste momento, crise econômica com impacto na economia em geral, afetando as famílias, bem como o aumento da convivência familiar, as relações de trabalho sofrendo mudanças estruturais e todo um modo de vida se transformando passou-se de um surto de doenças para também um surto de conflitos.

Pensemos sobre…

Dra. Adarlene Aleixo

Psicóloga, Docente e
Palestrante



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